Quem Sou

Especialista no Modelo Psicoterapêutico de Análise Bioenergética, de Alexander Lowen, certificada pelo Institute for Bioenergetic Analysis.

Licenciada em Psicologia Clínica pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto.

Psicoterapeuta individual e de grupo. A minha abordagem distingue-se pela integração de diferentes modelos:

  • CBT, Clinical Bioenergetic Therapist, certificada pelo IIBA, International Institute for Bioenergetic Analysis.
  • Experiências formativas em diversos modelos de abordagem corporal como a Biodanza, a Danza Duende e técnicas de dança que integram os princípios do Body-Mind-Centering e improvisação e exploração criativa do movimento.
  • Formação em “O Corpo que Pensa – A integração do corpo, mente e pensamento” (Seminários Avançados de Interrelação Psicopedagógica) de Pia Kraemer.
  • Formação de facilitadores no método “La Voz que Sana”, níveis 1 e 2, de Myrna Renaud, em San Juan, Puerto Rico.
  • 6º Ano de Piano e Formação Musical, pelo Conservatório de Música do Porto.

Trabalhei e colaborei com Myrna Renaud, de 2006 a 2016, explorando o universo das danças afrocaribenhas, o trabalho de consciência músculo-esquelética “cuestion7”, improvisação e exploração criativa do movimento e sobre o método LVQS ©mrm. Participei em vários laboratórios intensivos de LVQS, destacando-se o laboratório intensivo, níveis 1, 2, 3 e 4, Puerto Rico 2014, que culminou com a performance Umbral.

Cocriadora, com Ana Beatriz Degues, do método Dançar com o Coração® que integra o modelo psicoterapêutico da Análise Bioenergética com a Dança Contemporânea.

Criei o Projeto intitulado “Integração dos Opostos – O Caminho da Harmonia”, que combina o modelo psicoterapêutico da Análise Bioenergética com outros métodos de abordagem corporal acima referidos.

Participei em vários congressos internacionais e ibéricos, com apresentação de alguns workshops, no âmbito da Análise Bioenergética.

Experiência em Formação e Consultoria: Desenvolvimento pessoal e gestão emocional e do stress, em várias multinacionais e empresas portuguesas.

Sou comprometida com o movimento criativo, com a alegria de viver e com o meu próprio processo de evolução.

O Que Faço

Acompanho processos de vida, em contexto individual e de grupo.

Cada processo terapêutico é uma viagem, de mãos dadas, que conduz o indivíduo por novas maneiras de olhar para si e para o outro e o encaminha para se tornar responsável pelas suas escolhas.

Desenvolvo, desde 2006, um projeto intitulado “Integração dos Opostos – o Caminho da Harmonia”.

Consiste numa sequência de Workshops vivenciais, onde se trabalham diversos temas, visando sempre a integração das diferentes partes que nos compõem. A base concetual subjacente a este processo é a Terapia Analítica de Jung.

O projeto é atualmente constituído por seis Workshops. É um percurso em espiral por se tratar do eterno processo de individuação. É um trabalho muito gratificante: cada Workshop tem demonstrado ser detonador de transformação; as pessoas olham-se com mais ternura e dignamente partilham os seus preciosos jardins interiores e começam a desenvolver um instinto gregário.

Dirige-se a terapeutas e a pessoas em terapia, podendo vir a integrar novos temas.

TEMAS DOS SEIS WORKSHOPS
  1.  EU E O OUTRO – O PRAZER DO ENCONTRO

    A idade da inocência: o princípio de tudo; o contacto com o potencial.

  2.  BUSCANDO UM ESPELHO – DO GRITO QUE SALVA AO AMOR QUE CURA

    As emoções básicas: medo, raiva e amor. O amor como núcleo integrador de todas as vivências.

  3. A TRISTEZA E A ALEGRIA – ENTREGA AO CORPO E À VIDA

    As emoções básicas: tristeza e alegria. Resolução e integração de lutos. Recomeços. Expansão do ser.

  4. PRINCÍPIO MASCULINO E PRINCÍPIO FEMININO – OS PARCEIROS INVISÍVEIS NO UNIVERSO DO NOSSO INTERIOR

    Integrar as energias feminina e masculina, dentro de si próprio, através de um trabalho de espelhos (trabalho com o outro). Desenvolver o ser completo (integrar as polaridades).

  5. O PRAZER DE VIVER – NO ENCALÇO DA NOSSA PROFUNDA INTEGRIDADE

    Resgatar o self instintivo que garante a nossa integridade. Explorar os sentidos e a intuição e a capacidade de manter vivos os nossos sonhos.

  6. VALOR E IDENTIDADE – VISANDO O SELF, CENTRO DA NOSSA TOTALIDADE

    Trabalharemos sobre a estrela que brilha em nós: sobre o processo de ser e quem queremos ser, sobre as infinitas possibilidades do Eu, o seu potencial e inestimável valor. A par de momentos individuais de introspeção, faremos uma viagem, buscando a síntese, a transcendência de nós. Voltaremos sempre à Sombra, para dela emergirmos com mais força. Honraremos o valor de cada um, preparando-nos para o eterno retorno ao movimento espiralado da evolução.

Frequentemente, os colaboradores, nomeadamente com cargos de gestão, têm dificuldade em gerir a sua energia pessoal e as suas prioridades, excedendo, muitas vezes, os seus próprios limites, tendo como resultado perda de objetividade, aumento crescente de irritabilidade, conflitos interpessoais, reduzida criatividade e recurso a baixas por depressão. Gerem os impasses a partir do medo, cristalizando-se em velhos padrões e impedindo-se de evoluir. Os impasses, ou momentos de transição, são pontos de crise que exigem serenidade, em vez de pressa, tempo de maturação, em vez de reatividade, ingredientes essenciais à eficácia nas Organizações.

Sabe-se que o Stress é uma das maiores epidemias do século XXI e uma das maiores causas da deterioração da condição de saúde e dos níveis baixos de produtividade. Estados prolongados de stress podem levar a várias desordens como doenças cardiovasculares, hipertensão, insónia, tendência para acidentes, dores de cabeça crónicas, depressão, fadiga intelectual, aumento de consumo de álcool e outras drogas e deficiências do sistema imunitário.

Sabe-se também que as emoções fazem parte do equilíbrio energético do corpo e que uma deficiente gestão emocional conduz a perdas mais ou menos graves do estado de saúde: tudo o que está inscrito no plano emocional está também inscrito no mais profundo dos planos moleculares.

Para se manter vivo, o ser humano necessita de existir, de se mover e de sentir, aspetos da existência garantidos pelos centros instintivo, motor e emocional. Por outro lado, os centros intelectual e criativo, que compõem o neo-córtex, permitem ao ser humano discernir e avaliar (centro intelectual), criar e inovar (centro criativo). Todo o avanço da humanidade depende do centro criativo. Quando um indivíduo está deprimido, o cérebro é o primeiro órgão a entrar em disfunção e, como o neo-córtex funciona com energia suplementar, esta é a estrutura que deixa de funcionar em primeiro lugar. Neste caso, o ser humano torna-se incapaz de discernir a sua incapacidade de avaliar, criar e inovar.

Estes pressupostos servem de base à minha abordagem em formação: através de uma aproximação humanista, de desenvolvimento pessoal, aplico o conhecimento dos mais recentes trabalhos no campo da Psicologia e da Neurociência. Qualquer intervenção visa ganhos no clima social e, por consequência, na eficácia e produtividade da Organização. A fase de diagnóstico e preparação assegura que todos os processos são concebidos e desenhados em função das necessidades concretas de cada empresa e seus colaboradores.

Modelos Utilizados

A Análise Bioenergética é um modelo psicoterapêutico, criado por Alexander Lowen, em 1956, cujos princípios fundamentais se encontram largamente apoiadas na conceção psicossomática de Reich.

A Análise Bioenergética consiste no estudo da personalidade humana, a partir dos processos energéticos do corpo. Considerando o facto de que existe uma energia biológica, designada de bioenergia, que potencializa todos os processos de vida, a quantidade de energia que o indivíduo possui, e o modo como ele a usa, determina a sua personalidade e reflete-a.

É importante que o indivíduo mantenha o nível de energia de acordo com as suas necessidades e oportunidades. Todas as atividades (desde as batidas do coração à sexualidade) exigem e consomem energia e são expressões do seu ser. Quando esta auto-expressão é livre e adequada a cada situação, o indivíduo experimenta uma sensação de prazer, produzida pela descarga de energia. Esta descarga estimula o organismo a incrementar a sua actividade metabólica, o que origina uma respiração mais profunda e plena.

Se a capacidade do indivíduo em exprimir as suas ideias e emoções for limitada por forças internas, tais como inibições ou tensões musculares crónicas, a sua capacidade de sentir prazer será também reduzida. Por consequência, o indivíduo irá diminuir o seu influxo de energia (inconscientemente) de forma a manter o equilíbrio energético do seu corpo, passando a funcionar abaixo do seu potencial. Dá-se o caso do indivíduo poder fugir de certos desafios, por medo de não ser capaz de lidar com as emoções resultantes.

O enfoque da terapia bioenergética está em:

  1. Desbloquear as tensões musculares crónicas, em situação terapêutica relacional, conduzindo o indivíduo a contactar as verdadeiras emoções e a compreender as suas tensões musculares em termos de conflitos intra-psíquicos.
  2. Desenvolver o grounding, processo energético em que há um fluxo de excitação através do corpo, da cabeça aos pés, e que conduz a um estado de elevada sensibilidade e integração corporal e psíquica, predispondo o indivíduo a expressar-se com autenticidade e plenitude, nas diversas áreas da vida.
  3. Ajudar o indivíduo a: viver no seu corpo; expressar a sua identidade; apreciar a realidade com todo o seu colorido emocional; desenvolver atitudes criativas em relação a problemas que terá de enfrentar; desenvolver uma sexualidade saudável; recuperar o potencial pleno do seu ser.
  4. Resgatar a capacidade vibratória do corpo, característica da alegria essencial. A alegria emerge como essência do nosso verdadeiro ser, gerando um elevado grau de espiritualidade e capacidade de lidar com o quotidiano.

A A.B, nas suas vertentes de trabalho corporal e análise, permite uma ampliação da consciência dos fenómenos psíquicos mais profundos, produzindo insight e mudança.

É uma abordagem integrada de movimento, corpo e consciência. Desenvolvido pela bailarina e terapeuta ocupacional Bonnie Bainbridge Cohen, é um trabalho baseado na aplicação de princípios anatómicos, fisiológicos, psicofisiológicos e desenvolvimentais, utilizando movimento, toque, voz e perceção. Segundo o BMC, todos os sistemas anatómicos corporais (pele, fascias, órgãos, sistemas nervoso, endócrino, circulatório e músculo-esquelético) suportam o movimento. Através do movimento, voz, respiração, perceção e toque, o BMC direciona a consciência para cada parte do corpo. O indivíduo desenvolve uma consciência interna que suporta a sua vivência no mundo externo.

Cohen considera a existência de padrões neurológicos básicos e refere que o processo de progressão do movimento e da perceção na criança irá depender de como se deu o desenvolvimento no seu primeiro ano de vida. Cada estadio prévio salienta e dá suporte a cada estadio sucessivo e qualquer salto, interrupção ou falha num estadio de desenvolvimento, pode levar a problemas de alinhamento/grounding, desequilíbrios nos sistemas corporais e problemas de perceção, sequenciação, organização, memória e criatividade. Ora, os padrões neurológicos básicos, sublinhados pelos reflexos básicos, são os facilitadores da consciência externa e do movimento através do espaço. O movimento desenvolve-se, pois, através de uma série de estadios pré-determinados. Um movimento pertence a um padrão específico, baseado no modo como é iniciado e em como se sequencia através do corpo. Por seu turno, a perceção, o movimento e a organização das funções do corpo são coordenados pela sofisticação do sistema nervoso e este regista todas as novas sensações e direciona as respostas baseadas na memória e na perceção das experiências passadas. Isto conduz a uma conexão particular com o aparato sensório-motor e com a possibilidade de podermos rever o nosso mapa sensório a cada vivência corporal. O BMC trabalha, pois, com os padrões automáticos de resposta-movimento, conhecido como Movimento Desenvolvimental (sequência de movimentos que uma criança desenvolve ao longo do seu crescimento), através da repadronização desenvolvimental com vista ao restabelecimento do equilíbrio psíquico-corporal.

O BMC é um processo criativo que conduz a uma compreensão de como a mente é expressa através do corpo e o corpo através da mente.

Duende é um termo popular andaluz que significa magia, presença autêntica. Quando o artista magnetiza o público com a sua autenticidade e espontaneidade, traduzidas por movimentos de uma beleza irrepetível, diz-se que tem Duende.

Criado pela bailarina e budista Myriam Szabo, o Projecto Danza Duende propõe uma abordagem integrada da dança, que transcende a forma e o estilo, visando restaurar uma visão simples e sagrada das artes, em particular, e introduzir o Duende em todas as áreas da vida. Mais do que uma técnica, a Danza Duende é uma atitude e, por isso mesmo, pode ser adotada por qualquer profissional.

Assenta em três pilares básicos: liberdade, rigor e virtude. O aluno é convidado a descobrir o Duende, através de uma entrega ousada ao espírito alegre e criativo, sem julgamento; através de um rigoroso trabalho corporal e energético, com enfoque na estrutura, na flexibilidade, na harmonia, no ritmo e no significado do movimento; através de um trabalho profundo sobre a sensibilidade e doçura, bem como sobre a dor e a coragem do guerreiro em cada um. Dança-se de dentro para fora, indo ao encontro dos outros, a partir do encontro consigo mesmo, numa atitude de profunda atenção, generosidade, sensibilidade e assertividade.

A Danza Duende “é uma busca que versa a arte de viver” e para ela é indispensável ter um espírito aberto, curioso, aventureiro, humilde e corajoso.